Blues em latas de sardinha & cogumelos não tomados_ indigestos em lisergias atropeladas por um tempo arriscado. Mulheres legais que deixaram de existir e outras que nunca aparecerão antes do pôr-do-sol_coisas que escrevo como cartas de amor de suicídio como bilhetes do último espectador numa sala de cinema fumando cigarros em lugares proibidos__dar em cima de uma garota desapercebido de si mesmo & escrever tudo só pra ela na periferia do paraíso numa apresentação amanhecida de um teatro burlesco bebendo no meio fio a 300km/h _sacadas imaginárias do coldre_ existir embaixo de uma ponte deserta. Um longo beijo pruma noite de natal_um vasto parque de pequenos delírios como garrafas vazias em acampamentos. Aquele cão sarnento cantava Bob Dylan numa noite em que minha solidão era meu maior bem na praia do Curral e eu era um loser pra garota da máquina caça-níqueis. É bem melhor ser ficção delirante no bolor dos gibis ou numa película abandonada. É bem melhor ser um poema legal desapercebido de si mesmo.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 19h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|