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Amanhã

 

VOCABULÁRIO

 

Vocabulário é o nome do evento idealizado pelos escritores Paulo Scott e Chacal - com a curadoria de Marcelino Freire, Marcelo Montenegro e Gabriel Pinheiro - especialmente para o Espaço Cultural B_arco Virgílio.

 

Na sua primeira edição serão seis horas ininterruptas preenchidas por intervenções nas quais se privilegiará a palavra falada, os muitos sotaques e jeitos pelos quais ela é dita e reinventada no Brasil.

 

Escritores, atores, cineastas, roteiristas, músicos, filósofos, malabaristas, disc-jóqueis, dramaturgos, bailarinos, ilustradores e grafiteiros se revezarão no palco em oito blocos diferentes, oito maneiras diferentes de jogar com palavras e também com suas mais inusitadas sonoridades.

 

Um circo, um parque de diversões, um trem fantástico, onde a atração principal será o vocabulário.

 

CONVIDADOS ESPECIAIS:

 

Ale Marder - Amarildo Anzolin - Ana Rüsche - Analu Andrigueti

André Sant'anna & banda - Andréa Del Fuego - Bruna Beber

Carolina Manica - Claudinei Vieira - Daniel Galera - Daniel Minchoni

Fabrício Corsaletti - Fernanda D’umbra - Fernanda Siqueira

Flávio Vajman - Gero Camilo - Laura Leiner - Lirinha - Luana Vignon

Luciana Penna - Malásia - Maria de Lourdes Ferreira Alves

Mário Bortolotto - Paula Cohen - Paulo Pessoa - Sergio Mello

Tainá Muller - Todos Ltda - Tony Monti - Virna Teixeira

 

SERVIÇO:

 

VOCABULÁRIO

Dia 24 de maio de 2008 (Sábado)

A partir das 17h - Entrada Franca

Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 426

Pinheiros - São Paulo - SP

Fone: (11) 3081-6986

 

 


 



Escrito por Ricardo Carlaccio às 15h43
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Coyote na Folha

Coletânea
Revista Coyote 16 e 17
VÁRIOS
Editora:
Coyote/Kan; Quanto: R$ 10, cada uma (52 págs., cada)
SOBRE OS AUTORES: Nomes históricos, como a norte-americana Gertrude Stein (1874-1946), mais contemporâneos, como o chileno Roberto Bolaño (1953-2003) e o romeno Andrei Codrescu, além de numerosos escritores novos brasileiros, como Ana Rüsche.
TEMA: A revista traz dossiês dedicados a Codrescu e ao quadrinista Marcatti e publica poemas de Bolaño, entre outras atrações.
POR QUE LER: Editada em Londrina (PR), a Coyote é uma das melhores revistas literárias brasileiras.



Escrito por Ricardo Carlaccio às 15h19
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Hoje eu tava lendo o blog do Mário Bortolotto e achei essa pérola do Douglas Kim.

 

Não pretendo convencê-los que Clarice Lispector é perda de tempo. Aquilo não é literatura, é penitência. Eu, por meu lado, prefiro a Sophie Dahl.

                                                                                                  

                   Douglas Kim

 

 

 

 

Gostei muito disso,  principalmente porque   algumas pessoas  parecem seguir um catálogo literário, aquelas listas dos “fodões”, coisa do tipo, os cem melhores autores escolhidos pela Revista Cult. Tenho certeza que algumas pessoas seguem esse tipo de lista à risca. Provavelmente só acabam lendo a orelha da maior parte desses autores  pra  depois entrarem numas de repetir sempre os mesmos nomes:  Guimarães, Machado, a própria Clarice e é claro que nunca falta o Joyce. Esse último  eu duvido mesmo que leram de verdade.

Não estou questionando o talento desses caras, mas é a repetição incessante desses nomes que não é legal, a canonização me apurrinha.

Num desses  dias um carinha me disse:  “Você parece não gostar de nenhum cânone da literatura”. O figura provavelmente deve  ter lido o termo “ cânone “ em alguma cartilha. Daí eu disse: “De cânone eu não gosto não, o que eu  gosto é de alguns escritores.”

 

E vai aí um deles. E não é por acaso que eu dediquei meu pocket, “Um drink no bunker” ao Meninão do Caixote.

 

“Na hora neutra da manhã, quem olhe as areias de Copacabana e caminhe um pouco por elas, vê espalhados, enrolados e encolhidos junto aos barcos da colônia de pescadores, corpos suados de gente maltrapilha ou bêbada. Aqueles dormem na praia.

Lá na linha do horizonte, à esquerda, sobre o mar, haverá um toque ainda indefinido, mas já sanguíneo, vermelho, inquieto. Mais tarde, aquilo será o sol.”

 

              João Antônio

 

E não venha ninguém dizer, cheio de ar no pulmão e fingindo lacrimejar de tanta emoção: “Ah... Esse cara é o Guimarães Rosa de São Paulo.”

Esse cara é o João Antônio, e  pronto, não precisa dizer mais nada.

           

 



Escrito por Ricardo Carlaccio às 17h35
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